Hábito cristalino, em mineralogia, é a aparência típica de um cristal em termos de tamanho e forma.
Os numerosos termos utilizados pelos mineralogistas para descrever os hábitos cristalinos, são muito úteis na comunicação relativa à aparência de um determinado mineral. Saber reconhecer numerosos hábitos cristalinos permite ao mineralogista identificar uma grande variedade de minerais. Alguns hábitos são próprios de um determinado mineral, apesar de a maioria dos minerais apresentarem vários hábitos diferentes, por influência de vários factores. O hábito cristalino pode enganar os menos experientes pois o sistema cristalino pode ser mascarado ou escondido.
São vários os factores que condicionam o hábito de um cristal: a combinação de duas ou mais formas; impurezas residuais durante o crescimento; maclas e condições de crescimento (i.e. temperatura, pressão e espaço disponível). Minerais pertencentes ao mesmo sistema cristalino não exibem necessariamente o mesmo hábito. Alguns hábitos de um mineral são únicos para a uma determinada variedade ou local de ocorrência.
Alguns minerais podem substituir minerais já existentes mantendo o hábito do mineral original. Este processo designa-se substituição pseudomórfica. Um exemplo clássico é o quartzo olho-de-tigre em que crocidolite é substituída por quartzo. Enquanto que o quartzo forma tipicamente cristais euédricos e prismáticos, no olho de tigre o hábito fibroso da crocidolite é mantido.